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16 de novembro de 2018
Sigma prepara aporte de R$ 250 milhões para iniciar operações em Araçuaí e Itinga

O lítio produzido pela companhia será praticamente todo exportado, já que não existem fabricantes nacionais de baterias de lítio, usadas na fabricação de smartphones, tablets e veículos elétricos.

Foto: divulgação
Sigma prepara aporte de R$ 250 milhões para iniciar operações em Araçuai e Itinga
A jazida da empresa fica localizada próxima a Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha

A Sigma Mineração já investiu R$ 100 milhões neste ano no seu projeto para a produção de lítio em Minas Gerais. Para 2019, a previsão é de que mais R$ 250 milhões sejam investidos para iniciar as operações em 2020.

A jazida da empresa fica localizada próxima a Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha, e a planta será construída em Araçuaí, com capacidade para a produção de 240 mil toneladas de concentrado de lítio ao ano. Este volume já colocaria a companhia como a maior produtora do insumo usado para a fabricação de baterias de carros elétricos, celulares e tablets no Brasil e entre as cinco maiores do mundo.

O presidente Sigma, Itamar Resende, explicou que os recursos investidos neste ano foram direcionados em sondagens, pesquisas e na operação de uma pequena planta na área do ativo, que vai gerar amostras para o mercado. Para 2019, segundo ele, mais R$ 250 milhões serão aportados para colocar a planta industrial em operação.

“Vamos começar os testes pré-operacionais em dezembro de 2019 e iniciar as operações em janeiro de 2020. Por isso, estamos iniciando a compra de equipamentos que demandam mais tempo para chegar, especialmente os importados, com o objetivo de evitar atrasos. Estamos desenhando a planta já pensando no futuro, na medida em que, se houver demanda, podemos, no mínimo, dobrar a capacidade da unidade”, detalhou Resende.

Em princípio, o lítio produzido pela companhia será praticamente todo exportado, já que não existem fabricantes nacionais de baterias de lítio, comumente usadas na fabricação de smartphones, tablets e veículos elétricos. A capacidade de produção inicial da planta deve chegar a 240 mil toneladas de concentrado de lítio por ano. “Com este volume, no Brasil vamos ser a maior empresa e estaremos entre os cinco maiores players mundiais do setor.

Para se ter uma ideia, essa produção seria capaz de suprir a demanda do País, caso tivesse fabricantes de baterias de lítio aqui”, ressaltou o presidente da Sigma.

Alto teor –

A área de concessão da empresa, conforme já informado, é de cerca de 18 mil hectares e, até agora, não se conhece toda a reserva. O teor de óxido lítio encontrado é de 1,56%, o segundo maior teor do mundo entre as jazidas conhecidas do mineral. Além disso, a quantidade de recursos medidos, conforme o presidente da companhia, “é muito expressiva”.

De acordo com Resende, os números definitivos da reserva serão revelados em dezembro, após a conclusão das pesquisas e sondagens, trabalho que, junto com a operação da pequena planta de amostras, consumiu a maior parte dos R$ 100 milhões já aportados no projeto. Até agora foram feitos 36 mil metros lineares de sondagens, o que o executivo classificou de “uma sondagem de grande porte”.

A Sigma já iniciou os processos de licenciamento e autorizações necessárias para a operação da mina e da planta. Atualmente, a empresa está em fase de conclusão do projeto de engenharia e do processo tecnológico. Resende explicou que a operação no complexo será “enxuta e otimizada, com bastante automação”.

Além disso, a Sigma vai adotar um processo produtivo com elevado índice de recuperação, o que significa que o procedimento deve aproveitar, ao máximo, o minério contido na rocha, reduzindo os custos de produção. O presidente da companhia revelou que os testes metalúrgicos estão feitos no Canadá e que, até agora, os resultados são satisfatórios. “Estamos muito confiantes de que escolhemos o que existe de mais moderno e avançado para operação e produção”, frisou.

Conforme informado anteriormente, o projeto da Sigma deve gerar 200 empregos diretos e aproximadamente 600 indiretos. A contratação de trabalhadores deve privilegiar a mão de obra local, apesar de, em um primeiro momento, alguns recursos humanos serem “importados” de outras regiões ou estados.

Fonte: DC

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